quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

Wanderlust – Perguntas e respostas sobre viagens



 Você sabe o que wanderlust significa?

Segundo o saite Significados,

Wanderust é uma palavra em alemão que pode ser traduzida como um desejo intrínseco e profundo de viajar. Ela é formada da junção de outras duas outras palavras alemãs. Wander, que encontra origem no verbo
wandern e corresponde à prática da caminhada ou trilha. E lust, que quer dizer luxúria, ou mais que um desejo, uma vontade profunda.

Na língua alemã é comum encontrar palavras que representem sentimentos muito específicos, e que não encontramos tradução exata em outras línguas. Wanderlust é uma delas.

O sentimento representado por wanderlust é de querer viajar pelo mundo mais do que qualquer outra coisa. É de não sentir-se confortável quando se está estável em um local. É um interesse genuíno por conhecer novas culturas e explorar ambientes ainda não conhecidos.

Diz-se do wanderlust que quanto mais de alimenta esta ânsia, mais ela cresce. Mais lugares surgem no mapa para visitar, e mais inquieta por mudar de lugar torna-se a pessoa.


 Como eu me enquadro perfeitamente neste conceito, aceitei o convite da Francine Agnoletto, do blog Viagens que Sonhamos e da Cynara Viana, do blog Cantinho de Ná, para responder algumas perguntas sobre viagens.


1) Quando e pra onde ia o seu primeiro avião?

Minha primeira - e sonhada - viagem de avião aconteceu em fevereiro de 1995, quando fui para Buenos Aires. Não preciso dizer que não dormi na noite anterior, tive frio e dor de barriga e medo de estar lá em cima, né? Até porque sofro de acrofobia, que é medo de altura.
De lá para cá, já estive 6 vezes na capital argentina e ainda pretendo voltar outras tantas. Gosto de tudo por lá, desde o idioma, a arquitetura, a gastronomia, o vinho, o estilo bon vivant de viver.


Queres conhecer minhas dicas de lá? Clique aqui e leia. Tem dicas para ir em casal, com filhos, com amigos. Tem dicas para todos os gostos e bolsos.

2) Para onde você já foi e gostaria de voltar?

A pergunta deveria ser ao contrário: para onde você não gostaria de voltar?, porque geralmente gosto de todos os lugares que visito e sempre penso que gostaria de estar ali de novo, seja para ver algo que não vi, seja para curtir a vida local.

Já voltei a Buenos Aires, como contei ali em cima, a Paris, a Lisboa, a Santiago, ao Rio de Janeiro, ao Recife, Olinda, Porto de Galinhas, Florianópolis, Curitiba, Brasília, etc. E sempre quero voltar mais vezes, porque sempre ficou algo para trás.

Mas um lugar que fui e quero muito voltar é ao Peru, um país que me surpreendeu muito em todos os sentidos. E a Paris, é claro. Amo aquela cidade!


Saiba mais sobre a minha experiência peruana aqui. Tem dicas sobre Lima, Cusco, Valle Sagrado, Machu Picchu, Soroche, etc..

 3) Você está viajando amanhã e dinheiro não é problema. Pra onde você vai?

  Ui, que pergunta difícil... Acho que iria para a Ásia, fazer um roteiro bem completo: Índia, Nepal, Butão, Laos, Tailândia, Malásia, Singapura, Bali...
 
4) Método preferido de viagem: avião, trens ou carro?

 Depende do propósito da viagem. Claro que para longas distâncias e para cruzar oceanos, o avião é o escolhido. Na Europa, que é bem servida de trens, opto por eles, geralmente. Mas aqui por casa curtimos uma viagem de carro para qualquer lugar... Agora mesmo estou montando um roteiro que ultrapassa 8mil km... Já alugamos carro na Argentina, na França, na Itália, na Espanha. Já fizemos a BR 101 desde Salvador até Porto Alegre. Já rodamos o Uruguai, também. E tudo é curtição.


Contei sobre a nossa viagem ao Uruguai de carro neste post.


 5) Site preferido de viagens?

 Não sou do tipo que gosta de viagens prontas, prefiro pesquisar, montar o roteiro, escolher os pontos de interesse e fazer tudo no meu ritmo. Mas isso dá um certo trabalho.

Como base de pesquisa, uso os guias da Lonely Planet, que também possui guias digitais bem interessantes, tanto no saite, como no APP. A revista Viagem e Turismo também é uma inspiração a parte, mas é a partir daí que leio muitos blogues sobre o tema e tomo as decisões. Prefiro os relatos de experiências vividas às matérias pagas e bem produzidas.

 6) Para onde você viajaria só pra comer a comida local?

 Amei a culinária peruana. Sabores diferentes, cores lindas. Escrevi sobre ela aqui. Mas também gosto muito da gastronomia argentina e francesa.


 7) Você sabe seu número de passaporte de cabeça?

 Claro... que não! Ele está sempre comigo durante as viagens, então para que gastar espaço no 'C'? hehehe


8) Você prefere o assento do meio, corredor ou janela?

 Prefiro janela, mil vezes. Adoro fotografar lá de cima, embora fique mais difícil se levantar, caminhar, ir ao banheiro em voos longos.

Chegando em  Brasília

Sobrevoando Bombinhas

 9) Como você passa o tempo quando está no avião?

Se o voo é curto, leio a revista de bordo, tiro fotos e até uma soneca. Em voos longos noturnos, após a leitura da revista, costumo catar algo na programação disponível, geralmente documentários. Sempre levo livros, mas pouco leio. Durmo, principalmente depois de uns vinhos. Ouço música. Exceto uma vez que viajei para a Europa com a TAP e eu e o Jaime sentamos no bloco do meio das poltronas, que geralmente são 4, exatamente nas duas do meio... Impossível dormir ou fazer qualquer coisa... Foi uma loooooonga viagem.

Em voos longos diurnos, como foi o da volta da África do Sul, não consegui dormir. Esgotei todas as possibilidades e já estava de saco cheio após as 8h de voo...


10) Existe algum lugar para onde você nunca mais voltaria?

Não costumo dizer que nunca mais voltaria a algum lugar, porque a gente nunca sabe o dia de amanhã, mas existem lugares (ou atividades) que uma vez visto (ou feito) não tem por que repetir. Os povos de Uros no Lago Titicaca, por exemplo, eu já visitei, não teria motivos para voltar. A sensação é a mesma com o passeio de gôndola, em Veneza. Achei um saco. Já fiz, está feito, não preciso fazer de novo. E aqui no Brasil, não curti Búzios...


 
 E aí, curtiu? Queres responder estas perguntas, também? Manda as respostas com algumas fotos para o email deabe@terra.com.br e eu publico o post.

domingo, 4 de dezembro de 2016

Caminhos de Pedra III - Casa Fracalossi



Na Casa Fracalossi, o almoço é típico italiano. Já na chegada, salame, queijo e pão. Na sequência, sopa de capeletti, salada de radacci, galeto (frito) e uma sequência de carnes e massas. Hummm... deu até fome, agora! 


O suco de uva vem servido em jarras e é delicioso. Para quem não está dirigindo, há vinho para ser degustado.


O espaço não é muito grande, mas é acolhedor. Além do cardápio acima mencionado, a casa também serve café colonial.


A casa foi construída em madeira e basalto, para abrigar a família de Juarez Fracalossi na parte superior. No porão, o restaurante.


Na parte externa, você pode curtir a paisagem e degustar um bom vinho regional. A casa aceita reservas.




domingo, 27 de novembro de 2016

Caminhos de Pedra II - Cantina Strapazzon

Pic by Andrea Barros

Outra atração do Caminhos de Pedra é a Cantina Strapazzon. A casa é de pedra e foi construída em 1880 por Giovanni Strapazzon. No porão, ladeado por um belo parreiral, ocorre a degustação dos vinhos produzidos pela Cantina, bem como de suco de uva e de graspa, uma espécie de cachaça feita da uva.

E é no meio dos barris de vinho, entre uma degustação e outra, que a história da casa é contada pelos descendentes de Giovanni, bem como sobre o processo de fabricação do vinho. A casa, inclusive, ela serviu de cenário para algumas cenas do filme O Quatrilho (1995). 



A atual casa da família foi construída mais recentemente, em 1940, e fica mais perto da estrada. Em seu porão, funciona uma cantina em que você pode, além de degustar outros produtos coloniais (queijo, salame,etc.), adquirir diversos outros produtos, em especial cosméticos feitos à base de uva.




Tem lugar para fazer piquenique. A criançada curte muito essa ideia.


 

A Cantina Strapazzon funciona de segunda a sexta, das 9h às 17h30min, e nos finais de semana e feriados, das 9h às 18h. A visita também pode ser agendada pelo e-mail strapazzon@caminhosdepedra.org.br. 


O passeio pode ser feito de forma independente. A estrada é asfaltada e tem estacionamento no local. Excelente sugestão para um passeio em família.




sábado, 19 de novembro de 2016

Caminhos de Pedra I - Casa da erva-mate




A Serra Gaúcha é prodigiosa em atrações. Bento Gonçalves, então, espera aos visitantes com três roteiros interessantes: o Vale dos Vinhedos, o Passeio de Maria Fumaça e o Caminhos de Pedra. Neste, você pode passar o dia visitando pequenas agroindústrias, comprar artesanatos e degustar o melhor da gastronomia italiana, regada a bons vinhos e sucos de uva.

Vou apresentar em alguns posts algumas dessas atrações. Hoje começamos com a Casa da Erva-Mate, construída no prédio do antigo moinho Cecconello.





O chimarrão é a bebida típica do Rio Grande do Sul e, para quem não o conhece, trata-se de um chá amargo e quente, servido num porongo, que chamamos de cuia e é sorvido através da bomba, uma espécie de canudo. A erva utilizada no seu preparo se chama de Ilex Paraguaiensis, ou simplesmente erva-mate, por sua origem indígena. Não há adição de nenhum outro produto ou conservante na receita original.



Entretanto, atualmente, é possível encontrar ervas adocicadas (com a adição de um pouco de açúcar) ou misturada com outros chás (como camomila, carqueja, etc.). Também já é possível comprar aqui no RS a erva-mate utilizada no preparo do Tererê, bebida muito comum no Paraguai e oeste brasileiro.

Bem, após esta breve introdução, passemos ao preparo da erva-mate, que você vai aprender visitando a Casa da Erva-Mate, no Caminhos de Pedra. O processo ali demonstrado é artesanal e os soques - que moem as folhas - são movidos por uma roda d'água.

 


Em primeiro lugar, as folhas são cortadas nas árvores e trazidas para este forno aquecido, até ficarem secas para serem moídas. Depois, elas passam para essa espécie de pilão, cujas pás são movidas por uma roda d'água.


 
A erva depois de moída está pronta para ser servida no chimarrão.

Chimarrão pronto

As visitas guiadas ocorrem a cada 30min, mais ou menos, devendo o ingresso ser comprado na loja que fica do outro lado da estrada, que é a casa dos proprietários. Aliás, ali você encontra outros produtos à base de erva-mate e pode degustar o mais tradicional chimarrão.




A Casa funciona diariamente, das 9h às 18h. Além desses produtos, há outros que você poderá levar de lembrança do RS.

O roteiro Caminhos de Pedra pode ser percorrido de forma independente ou em grupos e é indicado para famílias, inclusive com crianças. A estrada é bem sinalizada e totalmente asfaltada. Vale passar o dia visitando todas as atrações que tem lá.









domingo, 13 de novembro de 2016

Review de hotel: Sofitel - Florianópolis/SC




Com esta vista fascinante da Baía Norte, o hotel Sofitel convida a relaxar, a tomar um mate, a curtir a piscina e a academia, que ficam no último andar. Ao lado da piscina tem uma jacuzzi, com água aquecida. Nesse andar tem, também, sala de massagem, com diversas opões delas no cardápio.

  

 O quarto é amplo, com cama confortável, tv, frigobar, mesa de escritório e amenities. O café da manhã também é excelente. Sim, paguei pela vista. E não me arrependo.






Optei por este hotel por ser bem localizado, especialmente em razão do congresso que ia. Mas ele é ótimo. Recomendo.

* Este post NÃO é patrocinado e nem apoiado.


 

domingo, 6 de novembro de 2016

Florianópolis/SC


Desde há muito não visitava Florianópolis, ou Floripa, para os íntimos. Aproveitei um congresso na cidade para retornar. Vencido o compromisso, hora de passear pela bela Ilha da Magia.

No Centro Histórico, a figueira centenária, que fica na Praça XV de Novembro. Impossível não se encantar. Ao lado, o casario típico açoriano, característica da Ilha. A igreja, também em estilo colonial, no alto da escadaria, fiscaliza a Baía. 




No mirante da Conceição, o letreiro convida o visitante a se tornar de casa. Sou bem Floripa, sim.


Nosso final de tarde, depois de cumprida a agenda profissional e pessoal, foi na linda Joaquina, a praia dos surfistas. Nós nos divertimos muito por lá.


 Na Lagoa da Conceição, jantamos num food truck muito legal que tem por ali. Ataquei de comida mexicana, óbvio.


 O tempo estava ótimo! Curtimos praia sem a muvuca do verão. Escolhemos Ingleses, que eu não conhecia para passarmos o dia.




O final do dia - e disso eu não abria mão - foi em Santo Antonio de Lisboa, com o seu maravilhoso por-do-sol.
 





Jantamos no Peña del Sur Floripa, como contei aqui, que fica nesse bairro. Depois de um dia intenso como este, hora de descansar e preparar a volta para o RS, mas com gostinho de 'quero mais'.